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sábado, 17 de dezembro de 2011

O mesmo gene que mata uma pessoa pode não afetar outra.


Papel dos genes
Por mais que as manchetes estejam repletas de "gene disso" e "gene daquilo", o fato é que o papel dos genes é muito menos determinístico do que se faz crer.
Na verdade, a vasta maioria das desordens genéticas - seja esquizofrenia ou câncer de mama, por exemplo - têm efeitos diferentes em cada pessoa.
Mais do que isso, um indivíduo portador de uma determinada mutação genética pode desenvolver a doença, enquanto outra com a mesma mutação não a desenvolve.
E isso vale até mesmo quando são comparados dois gêmeos idênticos, que têm genomas idênticos.
Há poucos dias, por exemplo, cientistas anunciaram que as células herdam informações que não estão no DNA.
Mais complicado do que parecia
Mas, então, isso significa que as informações genéticas não têm valor?
Também não é assim, embora agora já seja claro que apenas o mapeamento do genoma não ajuda muito a prevenir doenças ou preservar a saúde de uma pessoa.
A rigor, os cientistas descobriram que as coisas são um pouco mais complicadas do que eles haviam pensado a princípio.
O genoma não é tudo
Os cientistas concluíram que, mesmo que cheguemos a entender completamente todos os genes que influenciam o surgimento de uma determinada doença, poderemos nunca ser capazes de prever o que vai acontecer com cada pessoa olhando apenas seu genoma.
Mais importante do que isso será descobrir o que faz com que cada gene seja expresso ou não em cada indivíduo.
Sem isso, as promessas de uma medicina personalizada ou preditiva são infundadas, porque o genoma sozinho não é capaz de dizer o que vai ou não acontecer ao longo da vida de uma pessoa em termos de suas chances de desenvolver ou não qualquer doença que seja.
Genética e ambiente
Há décadas os cientistas vêm estudando o papel que a variabilidade genética (mutações) e o ambiente (hábitos alimentares, estilo de vida etc.) têm no desenvolvimento das doenças.
"Contudo, diferenças ambientais e genéticas não são o suficiente," afirma o Dr. Alejandro Burga, um dos autores de um estudo patrocinado pelo Conselho Europeu de Pesquisas.
Os estudos mais recentes demonstraram que a expressão genética - a extensão na qual um gene está "ligado" ou "desligado" - varia enormemente entre indivíduos, mesmo na ausência de variações genéticas ou ambientais.
"Duas células não são completamente idênticas e, algumas vezes, essas diferenças têm sua origem em processos aleatórios. Os resultados do nosso estudo mostram que esse tipo de variação pode ajudar a prever a chance de desenvolvimento de um fenótipo anormal - uma doença," diz o pesquisador.
A pesquisa foi publicada na revista Nature.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Primata que se parece com mestre Yoda é fotografado nas Filipinas.


Ameaçado de extinção, um társio-filipino (Tarsius syrichta), que já teve sua aparência comparada à do mestre Yoda, personagem da saga "Star Wars", foi fotografado no último dia 7 na ilha de Bohol, nas Filipinas. O animal é um dos menores primatas do mundo.
Társio-filipino é um dos menores primatas do mundo.  (Foto: Joe Sinclair/AFP)

Társio-filipino é um dos menores primatas do mundo. (Foto: Joe Sinclair/AFP)Társio-filipino está ameaçado de extinção. (Foto: Joe Sinclair/AFP)Társio-filipino está ameaçado de extinção. (Foto: Joe Sinclair/AFP)http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2011/12/primata-que-se-parece-com-mestre-yoda-e-fotografado-nas-filipinas.html

domingo, 27 de novembro de 2011

Confira lista com 'coisas' bizarras retiradas de pacientes.


Casos de pessoas que vivem com "corpos estranhos" no organismo são comuns. Mas, na semana passada, uma história impressionante ganhou destaque. Segundo a emissora de TV neozelandesa "3 News", médicos retiraram uma sanguessuga de dez centímetros viva da traqueia do adolescente chinês Tao Jiayuan, de 16 anos. A mãe do jovem pensou que ele estivesse com um resfriado e só o levou ao hospital depois que ele não melhorou. Abaixo, o G1lista esse e outros casos de pessoas que viviam com "coisas bizarras" no corpo.
Médicos retiraram uma sanguessuga da traqueia de adolescente chinês. (Foto: Reprodução/3 News)Médicos retiraram uma sanguessuga da traqueia de adolescente chinês. (Foto: Reprodução/3 News)
Em 2007, a chinesa Jin Guangying descobriu que viveu durante 64 anos com uma bala alojada em sua cabeça. Ela foi ferida por um disparo japonês durante a Segunda Guerra Mundial. (Foto: Reprodução)Em 2007, a chinesa Jin Guangying descobriu que viveu durante 64 anos com uma bala alojada em sua cabeça. Ela foi ferida por um disparo japonês durante a Segunda Guerra Mundial. (Foto: Reprodução)
Também na China, em 2009, He Wenying, de 65 anos, retirou uma projétil que estava alojado em sua mandíbula havia 42 anos. A munição foi retirada durante cirurgia em um hospital de Chongqing. (Foto: Reprodução)Também na China, em 2009, He Wenying, de 65 anos, retirou uma projétil que estava alojado em sua mandíbula havia 42 anos. A munição foi retirada durante cirurgia em um hospital de Chongqing. (Foto: Reprodução)
Em 2009, cirurgiões na Rússia acreditavam que iriam retirar um tumor do pulmão de um paciente de 28 anos. No entanto eles encontraram uma planta - de cerca de 5 centímetros - crescendo no interior do órgão do paciente.  (Foto: Reprodução/Vídeo)Em 2009, cirurgiões na Rússia acreditavam que iriam retirar um tumor do pulmão de um paciente de 28 anos. No entanto eles encontraram uma planta - de cerca de 5 centímetros - crescendo no interior do órgão do paciente. (Foto: Reprodução/Vídeo)
Em 2009, os médicos retiraram um pedaço de plástico de três centímetros do pulmão esquerdo do norte-americano John Manley,  que sofria com crises de tosse. Ele provavelmente inalou o objeto havia dois anos. (Foto: AP)Em 2009, os médicos retiraram um pedaço de plástico de três centímetros do pulmão esquerdo do norte-americano John Manley, que sofria com crises de tosse. Ele provavelmente inalou o objeto havia dois anos. (Foto: AP)
Em 2009, médicos do hospital Kenez Gyula, em Debrecen (Hungria), retiraram uma pedra de 1,125 quilo e 17 centímetros de diâmetro do rim do paciente Sandor Sarkadi. (Foto: MTI,Tibor Olah/AP)Em 2009, médicos do hospital Kenez Gyula, em Debrecen (Hungria), retiraram uma pedra de 1,125 quilo e 17 centímetros de diâmetro do rim do paciente Sandor Sarkadi. (Foto: MTI,Tibor Olah/AP)
Em 2010, médicos retiraram uma agulha de 2,5 centímetros que estava há 20 anos encravada na cabeça da chinesa Zhou Chaozheng. Ela passou por exames após começar a sentir dores de cabeça depois de dar à luz. (Foto: Barcroft Media/Getty Images)Em 2010, médicos retiraram uma agulha de 2,5 centímetros que estava há 20 anos encravada na cabeça da chinesa Zhou Chaozheng. Ela passou por exames após começar a sentir dores de cabeça depois de dar à luz. (Foto: Barcroft Media/Getty Images)

10 descobertas científicas importantes.


Fim do ano é uma época em que muito amor, caridade, e sentimentos bons são evocados – especialmente nas famílias mais religiosas, que gostam de lembrar o motivo pelo qual nós celebramos o Natal, o nascimento de Jesus. É uma época em que temos que ser agradecidos pelo que temos.
Nos EUA, existe até um feriado voltado para o Agradecimento – o Thanksgiving. E o que nós, seres humanos, temos a agradecer? Muita coisa. E, no campo da ciência, alguns avanços nos ajudaram muito. Confira 10 descobertas científicas pelas quais deveríamos ser agradecidos:
1 – VACINAS
Vacinas salvam vidas. Mais de 1.000 anos atrás na China, África e Turquia, as pessoas inocularam-se com pus da varíola para se prevenir a doença. A prática se tornou viral, por assim dizer, em 1796, após o cientista inglês Edward Jenner descobrir que poderia usar o pus de uma forma mais branda de varíola para inocular a doença.
Nos séculos seguintes, os pesquisadores desenvolveram vacinas para doenças mortais como a difteria, tétano, febre tifoide, pólio e sarampo. Hoje, temos até vacinas que protegem contra o vírus do papiloma humano, que causa câncer. O próximo passo são vacinas terapêuticas, que estão sob investigação como um método de estimular o sistema imunológico em pacientes que já estão doentes com hepatite, HIV e câncer.
2 – GERMES CAUSADORES DE DOENÇAS
Durante os anos 1800, provas começaram a surgir de que as doenças não eram causadas por falta de ar ou geração espontânea. Acredite ou não, a ideia de que poderia haver algum tipo de “coisa” causando o contágio era controversa.
Esta controvérsia veio à tona em 1854, quando um surto de cólera atingiu o bairro Soho de Londres com fúria mortal. Nos três primeiros dias da epidemia, 127 pessoas morreram no bairro.
Dentro de semanas, o número de mortos chegou a 500. Mas o médico John Snow entrevistou famílias à procura de um fio condutor comum. Ele encontrou-o em uma bomba de água contaminada, na esquina da Broad Street. Uma vez que o punho da bomba foi removido para que os moradores não pudessem bombear a água, a epidemia parou. Foi preciso ainda vários anos para a comunidade científica aceitar plenamente que as doenças são causadas por germes.
Hoje, os surtos como a SARS (síndrome respiratória aguda grave), a gripe aviária e a gripe H1N1 têm o potencial de se tornarem globais em poucas horas. Obrigada aos epidemiologistas estudando o nível apropriado de resposta a essas ameaças.
3 – RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
O crânio é um osso duro de roer, por isso somos felizes que agora podemos olhar dentro dele sem precisar de uma serra. Neuroimagem é uma das tecnologias mais novas para pesquisadores e médicos.
A tomografia computadorizada e a ressonância magnética (MRI) ajudam profissionais a dar uma boa olhada em tecidos moles, incluindo o cérebro. Com o advento da ressonância magnética funcional, ou fMRI, na década de 1990, pesquisadores foram capazes de observar o cérebro em ação, e descobrir que áreas tornam-se mais ativas durante várias tarefas mentais.
Ressonâncias magnéticas foram usadas para revelar de tudo, da maturidade do cérebro ao efeito de jogos de videogame violentos no cérebro adolescente. As varreduras do cérebro até já entraram como prova em julgamentos de assassinato.
4 – MICROSCÓPIOS
Microscópios foram essenciais para a descoberta da célula – o bloco de construção da vida como a conhecemos. E de que outra forma poderíamos assistir cromossomos se replicarem ou maravilhar-nos com o padrão de mosaico de um olho de mosquito? Sem microscópios, uma parte surpreendente de nosso mundo estaria invisível.
5 – ESTUDO DO PASSADO
Nossa compreensão da vida antiga na Terra através de restos fossilizados remonta ao grego Xenófanes, que, por volta de 750
a.C., reconheceu que moluscos presos em rochas em uma região montanhosa pareciam mariscos do mar.
No entanto, o campo progrediu pouco durante um longo período. No século 11, o naturalista persa, Ibn Sina, propôs uma teoria de fluidos petrificantes. Mas levou mais alguns séculos antes de fósseis e sua relação com a vida passada serem entendidos.
Agora, graças ao progresso constante da ciência, conhecemos muitos fósseis e suas histórias, que nos ajudam a compreender milhares de coisas. A foto acima é de um fóssil com mais de 120 milhões de anos. Cientistas mapearam traços de metais no fóssil para revelar padrões de pigmentação original do espécime.
6 – TELESCÓPIO ESPACIAL HUBBLE
Orbitando 579 quilômetros acima da Terra e pesando até dois elefantes adultos, o Hubble da NASA é um gigante entre gigantes. O telescópio concluiu cerca de 93.500 viagens ao redor do planeta, tirou três quartos de um milhão de fotografias e analisou 24.000 objetos e fenômenos celestes. A cada dia, o telescópio envia 3 a 4 gigabytes de dados para Terra, o suficiente para encher seis CDs.
Hubble tem indiscutivelmente mudado a nossa visão do universo, com realizações como uma das primeiras fotos diretas de um exoplaneta. Com uma exposição de milhões de segundos de duração, suas pesquisas revelaram as primeiras galáxias da chamada “idade das trevas”, o tempo logo após o Big Bang. A foto acima é uma imagem da Nebulosa da Águia, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble.
7 – SATÉLITES
O primeiro satélite soviético a entrar em órbita na Terra pode ter dado medo em alguns corações em 1957, mas o mundo do século 21 agora é viciado em sua frota crescente de comunicação, navegação e sensoriamento remoto.
Satélites GPS ajudam os motoristas a encontrar o caminho da mais próxima farmácia, e guiam aviões com milhões de pessoas por todo o mundo.
As pessoas também podem ser gratas pelo rádio via satélite e a televisão via satélite, assim como todos estamos esperando a internet via satélite, carros inteligentes guiados por satélite e outras coisas. Enquanto isso, os satélites de sensoriamento nos dão, talvez, algumas das melhores vistas da Terra até à data.
8 – GRANDE COLISOR DE HÁDRONS
Colisões de velocidade super alta que liberam enormes quantidades de energia e poderiam revelar partículas exóticas, e até mesmo recriar as condições no universo apenas um trilionésimo de segundo após o Big Bang: isso é ciência que qualquer viciado em adrenalina pode amar.
Os segredos da matéria escura, os mistérios da partícula de Deus, e dimensões extras no universo são apenas algumas das exóticas descobertas que os cientistas estão esperando fazer com o Grande Colisor de Hádrons, que fica perto de Genebra. Façanha recente: a criação de pequenos big bangs.
9 – BUSCA POR VIDA ALIENÍGENA
A busca por inteligência extraterrestre (SETI), que oficialmente começou cerca de 50 anos atrás, não encontrou sinais de
homens verdes até agora. Mas ainda há muito a ser grato pelos astrônomos que escutam os sinais de rádio de sistemas estelares que poderiam ser a casa de estrangeiros.
Como um esforço de tentar entender um universo que se estende muito para além da humanidade e sua existência em um planeta rochoso, essas pesquisas nos obrigam a considerar o significado por trás de nossa existência – somos únicos, ou tem vida inteligente em outro lugar?
Alguns especialistas dizem que não vamos encontrar aliens por muitos séculos, e outros preveem que vamos encontrá-los dentro de 25 anos. A foto acima é da matriz do Instituto SETI. Esses telescópios rádios têm vasculhado o cosmos atrás de sinais alienígenas desde 2007.
10 – DORMIR ATÉ TARDE
Em 1999, Charles Czeisler descobriu que os relógios intrínsecos dos seres humanos têm um dia normal de 24 horas e 11 minutos. Claro, há muita variação dentro da população: alguns de nós, com relógios de curta duração, levantam cedo.
Outros dormem razoavelmente, enquanto o resto tem relógios mais lentos, dormindo e acordando mais tarde, os “noturnos”. As corujas entre nós são gratas por esta explicação, porque isso é prova de que querer dormir até tarde não nos faz preguiçosos! O problema está no ditado “Deus ajuda quem cedo madruga”. Qual o problema em recuperar o sono perdido? Nenhum, né?[LiveScience]

4 Mitos sobre nossa mente.


Um dos sistemas conhecidos mais complexos do nosso organismo, a massa de 1,5 quilos entre suas orelhas ainda tem muitos mistérios a serem resolvidos. Veja agora alguns dos mitos sobre nosso cérebro e suas explicações.
1 – USAMOS APENAS 10% DA NOSSA CAPACIDADE MENTAL
Sempre ouvimos a história de que usamos um décimo da nossa massa cinzenta. Você nunca pensou o que seria possível com os outro 90% ativados?
Mas saiba que você já usa muito mais do que 10%. Estudos comprovam, através de tomografias cerebrais, que mesmo algo simples como cerrar os punhos usa um vasto número de células cerebrais. Do planejamento da ação até a contração de cada músculo dos dedos e da palma da mão existe um longo caminho, percorrido em frações de segundo.
“Imagens mostram que há pouquíssimas partes do cérebro que não podem ser ativadas”, comenta o Prof. Sophie Scott, da College University, em Londres.
2 – DIREITA X ESQUERDA
O cérebro tem seu trabalho dividido em duas partes: o que acontece no hemisfério esquerdo e no direito. “Há muitas diferenças entre os dois lados do cérebro,” afirma o Prof. Scott. Mas com certeza elas não são tão grandes como as pessoas costumam dizer.
Alguns livros, cursos de autoajuda empresarial e supostos especialistas nos fazem pensar que os dois lados são quase duas entidades separadas. O direito seria a fonte da intuição e criatividade e o esquerdo da lógica e racionalidade. Portanto, se você é mais racional usa mais o esquerdo, e se é mais artístico o direito.
A teoria comum é de que se treinarmos para usar ambos os lados podemos atingir potenciais melhores. Mas Scott afirma que as diferenças individuais não tem relação com os balanços de poder entre os hemisférios.
“Algumas pessoas tem uma imaginação visual poderosa. Alguns têm uma imaginação auditiva forte. Há muitas diferenças em como recebemos e processamos as informações”.
Mas simplificar essas diferenças em lados opostos não tem base no que os cientistas sabem sobre o funcionamento do cérebro. “Isso também sugere que você poderia estar usando um lado mais do que o outro, e não é assim que isso funciona”, comenta o professor.
Os dois lados comunicam-se um com outro e trabalham complexamente através de uma cadeia de cabos neurais, conhecida na ciência como “corpo caloso”. Ao contrário do mito, os dois lados do nosso cérebro são complementares e conjuntos.
3 – LUNÁTICOS: LUA CHEIA AUMENTA COMPORTAMENTOS ANORMAIS
Em várias lendas e tradições, a lua cheia é associada com insanidade e acontecimentos inesperados. Até um personagem surgiu nessa época: o lobisomem.
Mas no mundo real, quando psicólogos e estudiosos tentaram achar uma conexão com o comportamento e o cérebro humano, eles falharam.
Eventos como assaltos, prisões, suicídios, problemas psiquiátricos, envenenamento e todo outro tipo de problema não parecem ter relação com nosso satélite. “A maioria dos estudos – e existem vários – não encontraram associações entre a fase lunar e comportamentos estranhos”, afirma Eric Chudler, compilador desse tipo de pesquisa.
A maioria dos que acreditam nessa relação trabalham como policiais ou em hospitais. Mas Chudler sugere que isso acontece por culpa das lendas, que os faz prestar mais atenção em acontecimentos nessa fase lunar.
4 – OUVIR MOZART FAZ VOCÊ MAIS INTELIGENTE
Esqueça “estudar”. Basta colocar Mozart no som que você está pronto para uma prova. Mas a coisa não é bem assim.
O compositor clássico Amadeus Mozart deu fruto a uma das ideias mais divulgadas dos anos 90. Ela ganhou até nome: o efeito Mozart.
As pessoas acreditavam que tocar Mozart para crianças ajudaria o cérebro a se desenvolver, e consequentemente as faria mais inteligentes. Mas, diferente dos outros mitos, esse até que possui um pouco de verdade.
A proliferação começou com um artigo científico na publicação Nature, de 1993. A pesquisa descrevia um experimento de uma universidade da Califórnia, onde estudantes fizeram uma série de testes de lógica espacial.
Aqueles que ouviram uma peça para piano de Mozart antes do teste se saíram melhor do que os que ficaram em silêncio ou com música de relaxamento. Porém, o efeito da sonata desapareceu em aproximadamente 15 minutos.
Graças à mídia, essa observação interessante tornou-se uma teoria para o desenvolvimento de crianças prodígio.
O mercado logo entrou no jogo, e vendeu CDs do compositor divulgando-o como um formador de gênios. Nos Estados Unidos, em 1998, o estado da Geórgia entregava álbuns de Mozart para as novas mães.
Alguns passaram a teorizar que as estruturas musicais em Mozart tinham uma influência biológica especial que ampliava as conexões cerebrais.
Mas, em estudos posteriores, a verdade acabou se tornando mais palpável: foi provado que qualquer música estimulante, tocada antes de uma série de testes cerebrais, torna nosso cérebro mais alerta e entusiasmado.
Portanto, não pense que é um gênio se ouviu música e foi bem em um teste. Sua performance também deve um pouco ao compositor.[BBC]

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